segunda-feira, 30 de maio de 2011

Fim da Linha


Bom, o tempo vai passando,
o dia acaba, a semana termina, outro mês começa.
Por que o tempo não parou e me esperou.
Cada dia que foi passando eu fui me perdendo cada vez mais,
e num turbilhão de incertezas fui penetrando.
As vezes o vento para, e você pensa que pode respirar aliviado, mas não,
enquanto eu não encontrar o que preciso, que é claro ainda não sei,
não vou conseguir me livrar dessa tempestade.
E como é a tempestade? Chega de mansinho, as vezes avisa que vem por ai,
derruba tudo quanto é obstáculo, destrói tudo o que é fraco.
Finge ir embora diminuindo sua intensidade, mas de repente,
olha ela ai ainda mais forte, você nem teve tempo de se abrigar,
de "secar as roupas molhadas" e ela te surpreende mais uma vez.
Dizem que depois da tempestade vem a bonança...
Depois de tanta dor, decepção e infelicidade, não consigo enxergar a beleza.
O cansaço me aplacá, o meu corpo se desfaz,
os pensamentos já não tem mais controle,
e o que posso fazer é esperar, esperar, esperar
esperar a coragem chegar...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ah solidão!!!
Como posso senti-lá se estou rodeada de pessoas que me amam e me querem bem...
Por onde passo ou vou, me oferecem ajuda.
Será que alguma vez eu estive presente nos meios sociais?
Nos momentos de confraternização, das relações sociais?
Onde estive, onde estou?
Será que sei pedir ajuda? Será que sei recebê-la?
Acho que estou num lugar escuro, frio e sombrio.
Não tem luz pra me guiar, não consigo enxergar as mãos estendidas.
O entusiasmo se foi, o ânimo desapareceu, os sonhos ficaram negros.
Os planos não fazem mais sentido...
Tudo está se perdendo.
Falta-me forças para me libertar.
Continuar, talvez...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Dia Que Não Terminou (Detonautas Roque Clube)
Composição: Tico Santa Cruz
 

Me sinto tão estranho aqui
Que mal posso me mexer, irmão
No meio dessa confusão
Não consigo encontrar ninguém
Onde foi que você se meteu, então?

Tô tentando te encontrar,
Tô tentando me entender,
As coisas são assim

Meus olhos grandes de medo,
Revelam a solução, a solução
Meu coração têm segredos
Que movem a solidão, a solidão

Me sinto tão estranho aqui,
Diferente de você, irmão
A sua forma e distorção,
Não pareço com ninguém, sei lá
Pois eu sei que nós temos o mesmo destino, então

Tô tentando me encontrar,
Tô tentando me entender,
Por que tá tudo assim?

Meus olhos grandes de medo
Revelam a solução, a solução
Meu coração têm segredos
Que movem a solidão, a solidão

Quem de nós vai insistir, e não
Se entregar sem resistir, então
Já não há mais pra onde ir
Se entregar a solidão e não

Meus olhos grandes de medo
Revelam a solução, a solução
Meu coração têm segredos
Que movem a solidão, a solidão

12 de maio

As coisas às vezes parecem estranhas, você está num dia daqueles e as situações no decorrer do seu dia, parecem acontecer de propósito, só para você presenciar. Aí são lições e aprendizados que você jamais esquece, é como se as coisas se encaixassem e enfim suas perguntas parecem encontrar as respostas.
Mas nem sempre, para as perguntas, existe apenas uma resposta!
São sinais, dicas, confirmações?
Sei lá! Só sei que é difícil interpretar quando estamos confusos e desiludidos.
Quem sabe em outro momento, quando eu estiver tranquila consiga compreender o que a vida quer de mim e o que tenho a ganhar.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Desespero


Hoje parei pra pensar,
como as coisas estão e como vão ficar!
Aumenta o desespero
pensar que você pode arruinar o sonho dos seus pais.
É isso mesmo, o sonho dos pais,
porque quando tudo perde valor para você,
quando tudo o que faz não faz mais sentido,
o que nos segura são os sonhos dos outros.
Mas quem aguenta viver assim...
Por isso o meu desespero!
Por mais que você não queira nada,
as pessoas sempre contam com você.
Até imaginam o seu futuro "brilhante".
Cabe a nós escolher viver pelos outros ou
acabar com a dor e descansar em paz!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Tristeza

É difícil falar sobre o que estou passando,
parece não ter explicação nem motivo.
É uma tristeza profunda,
que me leva em direção ao fundo do poço.
Diagnosticada a doença está,
mas a cura não consigo encontrar.
Vou tentando despistar,
empurrando cada dia,
querendo acordar livre "disso".
Encobrindo o choro e a dor,
para não pirar!

domingo, 1 de maio de 2011

Um começo


Vista da janela do meu quarto às 05:40

Como posso começar...

Estou à procura,
à procura de respostas,
à procura de coisas escondidas em mim.

Minha subjetividade!
Os sentimentos ocultos e profundos,
enterrados em meu interior.
Trancafiados há anos,
talvez por opção,
talvez por conveniência,
talvez por medo.

Como um "ácido",
tem me corroído,
tem me consumido,
tem me sufocado.

Como me encontrar,
preciso me libertar,
voltar a respirar,
continuar a viver...